Publicado em: 01/09/2017 às 13:25

Relações sociais interferem em transtornos e comportamentos suicidas

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Desperate

Image: Huffpost LifeStyle UK.

As relações sociais podem interferir positivamente ou negativamente no desenvolvimento ou agravamento de transtornos psicológicos e comportamentos suicidas. É o que alerta o psicólogo Carlos Aragão, membro da Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio, uma das entidades ligadas à campanha Setembro Amarelo, criada para discutir a questão do suicídio, que acomete pessoas em todo o mundo.

Ele explica que quanto mais integrada socialmente a pessoa é, menor o fator de risco e maior o de proteção contra problemas na saúde mental. “Ter vínculos relacionais mais sólidos, como os amigos, é um fator de proteção não só contra o suicídio, mas contra qualquer mal. As pessoas mais isoladas e que procuram refúgio virtual demasiado têm um fator de risco a mais. Hoje, com as redes sociais e com o individualismo crescente, muitos procuram as relações virtuais de forma excessiva, achando que vão ter um conforto para a vida e que ali vão desenvolver vínculos consistentes. Mas é como dizem, nunca estivemos tão conectados, mas também nunca estivemos tão solitários”, enfatiza.

O psicólogo destaca que mesmo as relações consolidadas podem contribuir para o surgimento de transtornos. Segundo ele, qualquer ambiente, família, escola, trabalho ou igreja, pode ser fator de risco ou de proteção, a partir do momento em que dão ou não a importância devida às pessoas que precisam de ajuda.

“Pais que negligenciam os filhos, são muito ausentes, podem se constituir como um fator de risco para crianças e jovens. Assim como os pais que dão atenção e dialogam podem ser fator de proteção. Uma mesma relação pode atuar como ajuda ou contribuir para o agravamento de um quadro psicológico fragilizado”, explica o especialista.

Publicidade 

Assim como as relações sociais, a publicidade, que diariamente bombardeia as pessoas com o estímulo do consumo, pode interferir na autoestima das pessoas e fragilizar o emocional e psicológico das pessoas. A respeito do assunto, Carlos Aragão explica que a melhor saída é desenvolver um filtro e uma conscientização daquilo faz e não faz bem para uma vida razoavelmente feliz.

“Os estímulos externos em interação com o que construo internamente, valores, competências emocionais, podem fazer com que a pessoa se fortaleça para enfrentar as dificuldades do mundo ou contribuir para que ela seja muito fragilizada e qualquer dificuldade se torne um caos, podendo induzir o comportamento a chegar até um comportamento suicida”, explica o psicólogo.

Fonte: Karoll Oliveira / Portal O Dia

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