Publicado em: 22/04/2013 às 10:55

Marllos é o primeiro da bancada federal a tratar problema na Agespisa

marllosnaagespis1Em reunião na sede da Agespisa, realizada na manhã desta segunda-feira (15/04), o deputado federal Marllos Sampaio (PMDB) questionou o presidente do órgão, Antônio Filho, sobre os problemas no abastecimento de água em Teresina e sobre a situação financeira da empresa de águas e esgotos do Estado.

A Agespisa apresenta problemas no abastecimento de água na capital desde a explosão dos transformadores de energia da Estação de Tratamento de Água (ETA), em outubro do ano passado. Além da inutilização de dois transformadores, a explosão trouxe à tona a crise financeira enfrentada pelo órgão.

Antônio Filho explicou para o deputado Marllos que existem recursos e um projeto para uma ação paliativa. Existem três estações de tratamento, mas a distribuição da água para toda a capital é feita por uma única tubulação de saída. Os investimentos do Governo do Estado, no valor de R$ 16 milhões, para a construção de uma saída paralela, vai amenizar a situação, mas não resolverá o problema integralmente. A previsão é que essa ação seja concluída em três meses.

Com a explosão do ano passado, um dos transformadores ficou inutilizado e o outro foi enviado para o conserto, este deve ser devolvido à Agespisa ainda este mês. Para suprir a necessidade da estação foi necessário comprar um outro transformador, que só deverá ficar pronto dentro de 6 meses. Hoje a ETA opera com um transformador alugado pela Eletrobrás.

Marllos indagou ao presidente se com a construção de uma nova tubulação de saída e a aquisição do novo transformador, o problema de abastecimento da capital seria resolvido. Antônio Filho foi enfático ao afirmar que seria necessário um investimento no valor de R$3,5 bilhões para acabar com os problemas na capital. Parte do dinheiro seria investido em obras e parte no pagamento de dívidas.

Estarrecido com a afirmação do presidente, o parlamentar Marllos questionou sobre o motivo de o órgão não ter recebido investimentos e se a situação atual é reflexo de corrupção dos antigos gestores. Antônio Filho não quis falar sobre corrupção mas confirmou que os problemas financeiros da Agespisa foram acumulados durante anos e gestões.

“Nós não podemos fazer qualquer tipo de financiamento porque há 14 anos a Agespisa não possui a certidão negativa de débito. Temos débitos de R$ 765 milhões com dívidas fiscais e R$ 200 milhões com dívidas trabalhistas,” explicou.

A inadimplência da população e de prefeituras é também um forte responsável pela perda de receita da Agespisa, “existem prefeituras que devem há 10 anos e não podemos cortar a água do consumidor inadimplente da capital porque ele é protegido por lei.”

Antônio Filho destacou que um dos problemas mais sérios enfrentados pelo órgão são os altos salários. O portal da transparência, implantado pelo atual presidente, aponta que motoristas ganham até R$10 mil por mês.

“Temos salários de até R$27 mil reais e são de funcionários efetivos, não podemos alterar esse valores, pois estão protegidos por lei. Temos uma despesa mensal de R$3,5 milhões somente com os aposentados que retornaram ao trabalho. Não podemos nem realizar concurso público por causa desse pessoal, que na maioria, não tem mais condições de cumprirem suas funções.”

A folha de salários da Agespisa é de R$13,5 milhões para pouco mais de 2.300 funcionários, destes, são aproximadamente 1.300 efetivos e 1.000 terceirizados.

O deputado Marllos Sampaio afirmou que saiu da reunião ainda mais preocupado com o abastecimento de água em Teresina.

“Fiquei assustado com as informações repassadas pelo presidente Antônio Filho, ele não escondeu que os problemas vão continuar. Estou cumprindo meu papel de fiscalizador e vou cobrar para que os responsáveis por essa situação sejam denunciados e punidos. Infelizmente as notícias não são nada animadoras para os teresinenses, mas acredito que o presidente, com seu trabalho de transparência e independência política, terá coragem de seguir em frente.” Marllos foi o único deputado federal a procurar o presidente da Agespisa.

Fonte: Ascom

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